sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

O quanto deixei de dizer, por não ter o que falar..

E quando chega a hora de ir tudo tem que ficar pra depois;
até que caia no esquecimento das palavras nunca ditas.
e o que eu tanto queria dizer? seria apenas um substituto ao que não alcancei..
têm discurso aqueles que têm falta. falta de algo.
não concebo palavras num mundo onde não falta nada.
maria, me perdoe, maria.

a conversa está longa
e está terminada.
num outro café, numa outra era, em outros disfarces, talvez, um dia a gente se vê.
Aquele abraço.

sábado, 12 de janeiro de 2008

Walk The Blue Line #11

[eu te amo, mas...

vim me despedir.]
Acabam-se as teorias e mistificações. A vida é a apenas a vida, simples, nua, nada mais. nada demais.
E tudo é apenas o que é. A maquiagem está em nós, todo o resto é indiferente.
Personagens não existem, nossos atos nos pertencem. seus atos te pertencem.
ternura, aventura, harmonia.. existem, são como aromas.
o que não existe é a arte.
o que existe são pessoas e o que elas têm a dizer, a mostrar. a arte é só a superfície.
e perceber tudo isso não me empobrece em nada.
tudo fica mais fascinante.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Walk The Blue Line #10

[eu sei que você disse ..... que nunca mais quer me ver ...... mas eu só queria te mostrar uma coisa]

Aquelas coisas passam. E mudamos um pouco a cada dia.
Aquelas perguntas eu já esqueci. E não sabíamos respondê-las. O que queríamos saber mesmo?
Aquelas cenas, aqueles lugares da minha memória já não existem agora. E o que não existirá mais amanhã?
E isso é só a partida.
Só a partida.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Walk The Blue Line #09

[acho que você não precisa de mim

assim como
eu preciso de você]
Quantas vezes nada parece se adaptar. Ou nada parece ter relevância.
As coisas acontecem. Não há mais agonia, nem perplexidade.
Todas as mentiras trazem consigo a verdade, subliminar. Mentimos, mas não somos farsantes.
O mar não rejeita um rio, o tempo segue seu fluxo, as cadeias nunca terminam.
Não sei onde quero chegar.
E que o amanhã chegue, como um bálsamo.

sábado, 8 de dezembro de 2007

Walk The Blue Line #08

[você me deu a chave,
mas eu tive medo de abrir aquela porta.]

Esconderam-se atrás das oportunidades nunca vindas,
Sem saber que elas moram no acaso
E que elas nunca buscam, elas nunca os guiam pelas mãos.
Elas aguardam, olhando, esperando sozinhas que vão até elas os seus futuros donos.
As oportunidades são vadias e esperam nas esquinas. E vão com o primeiro que tem coragem de arrastá-la consigo.
Sem iniciativa, muitos as admiram de longe,
Sem saber, porém, que poderiam tomá-las para si.
Mas os trens passam.
E não voltam para buscar os atrasados.